terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ajuda?

Continuo a ponderar.
Ninguém me dá uma luz?
Das pessoas próximas de mim, a quem perguntei opinião, foram todas a favor: "Idade não é documento!, " Se ele te pode fazer feliz...", "Diverte-te com o errado enquanto o certo não vem. e assim, quando o certo chegar vais estar deslumbrante", "Não escolhas muito, olha que tu já não és nova", e outras trivialidades.
Mas estão todos doidos? Faz algum sentido isto? Eu acho que não.
E depois como é? Pago-lhe as contas todas? Como é que funciona? Pois, porque eu quero continuar a fazer a minha vida, comer fora, ir a espectáculos, ao cinema, viajar. E se ele for meu companheiro seria de esperar que me acompanhasse não? Como é que funciona? Deixo de fazer as coisas que gosto? Continuo a fazê-las sozinha? Pago eu?
É nessas particularidades que ninguém pensa.
E a diferença da origem? Culturais? Serei capaz de ultrapassar, de aceitar essas diferenças? Não. Por muito pura que seja a sua alma, por muita dedicação, por muito amor que me dê, como vou suportar as sms cheias de erros ortográficos? É que há erros que doem.
Sou preconceituosa? Sou sim. Dizem eles que sou ingrata, que Deus colocou um presente na minha vida e eu estou a rejeitar por causa dos defeitos humanos. Que Deus só vê as almas, não vê as diferenças de que falo. Deus vê o carácter, vê a bondade, vê a aura deste homem perfeito. E que eu só vejo os defeitos dos homens, que sou prática demais.
Porque é que ele não desiste, porque não o consigo convencer da impossibilidade deste amor? Ajuda?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

E se...

E se, de onde menos esperas, surge alguém disposto a amar-te sem limites? Vais?
Mas quando digo de onde menos esperas é de onde menos esperas MESMO! Vais?
Mesmo que a pessoa seja o oposto de ti?
Mas quando digo o oposto é o oposto de origem, não o oposto de alma.
Um oposto que daria um óptimo filme romântico lamechas e previsível? Vais?
Eu não sei se vou. Quando a origem é diferente, a cultura é diferente, a raça é diferente, o grau académico é diferente, o nível social é diferente, a idade é diferente, vale a pena? Vou?
Não vou. Se mesmo quando nos relacionamos com alguém do nosso meio e mais ou menos os nossos princípios é difícil, o que não será uma relação com tantas diferenças.
Não vou, mas tenho curiosidade.
Ter alguém que nos ame profundamente, que nos diga com o coração apertado o que sentem por nós, que nos faça todas as vontades e adivinhe todos os nossos desejos, não é um sonho?
Mas não vou. Não vou.
Será o tal medo de me envolver? Não é. Será o gostar de saber o futuro e ter a vida bem traçada? Pode ser. Será o medo do que os outros vão pensar? Sim! Sim sim sim, admito. Eu sei o que eu pensaria e não quero que pensem isso de mim, ou dele.
Então não vou. Mas quero ir, por curiosidade...

Não é fácil...

Recomeçar a vida não é fácil. Não é mesmo!
Tentar superar a dor de ter perdido tudo sem que as pessoas à nossa volta se apercebam é difícil, muito difícil.
Eu estou melhor sem ele? Sem dúvidas que sim, depois de saber que ele não é quem eu pensava ser.
Mas o eu actual é mais feliz que aquele eu, que vivia um falso mundo de sonho? Não, não é. O outro eu tinha a vida toda já traçada, bem definida, controlada.

Eu gostava dessa estabilidade. Talvez por isso não vi todos os sinais, talvez por isso acreditei sempre que ele era perfeito.
E agora que a capa caiu, que o vejo sem o filtro do amor, que desilusão.
Mas se tenho a certeza que estou melhor sem ele, porque me dói que não tenha corrido bem? Porque sinto como se tivesse perdido algo importante? Pelos anos que perdi, que podia estar a construir algo sólido com outra pessoa? Ou o medo do desconhecido? O medo de nunca mais encontrar alguém? Ou o medo de nunca mais querer alguém?