E se, de onde menos esperas, surge alguém disposto a amar-te sem limites? Vais?
Mas quando digo de onde menos esperas é de onde menos esperas MESMO! Vais?
Mesmo que a pessoa seja o oposto de ti?
Mas quando digo o oposto é o oposto de origem, não o oposto de alma.
Um oposto que daria um óptimo filme romântico lamechas e previsível? Vais?
Eu não sei se vou. Quando a origem é diferente, a cultura é diferente, a raça é diferente, o grau académico é diferente, o nível social é diferente, a idade é diferente, vale a pena? Vou?
Não vou. Se mesmo quando nos relacionamos com alguém do nosso meio e mais ou menos os nossos princípios é difícil, o que não será uma relação com tantas diferenças.
Não vou, mas tenho curiosidade.
Ter alguém que nos ame profundamente, que nos diga com o coração apertado o que sentem por nós, que nos faça todas as vontades e adivinhe todos os nossos desejos, não é um sonho?
Mas não vou. Não vou.
Será o tal medo de me envolver? Não é. Será o gostar de saber o futuro e ter a vida bem traçada? Pode ser. Será o medo do que os outros vão pensar? Sim! Sim sim sim, admito. Eu sei o que eu pensaria e não quero que pensem isso de mim, ou dele.
Então não vou. Mas quero ir, por curiosidade...
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Não é fácil...
Recomeçar a vida não é fácil. Não é mesmo!
Tentar superar a dor de ter perdido tudo sem que as pessoas à nossa volta se apercebam é difícil, muito difícil.
Eu estou melhor sem ele? Sem dúvidas que sim, depois de saber que ele não é quem eu pensava ser.
Mas o eu actual é mais feliz que aquele eu, que vivia um falso mundo de sonho? Não, não é. O outro eu tinha a vida toda já traçada, bem definida, controlada.
Eu gostava dessa estabilidade. Talvez por isso não vi todos os sinais, talvez por isso acreditei sempre que ele era perfeito.
E agora que a capa caiu, que o vejo sem o filtro do amor, que desilusão.
Mas se tenho a certeza que estou melhor sem ele, porque me dói que não tenha corrido bem? Porque sinto como se tivesse perdido algo importante? Pelos anos que perdi, que podia estar a construir algo sólido com outra pessoa? Ou o medo do desconhecido? O medo de nunca mais encontrar alguém? Ou o medo de nunca mais querer alguém?
Tentar superar a dor de ter perdido tudo sem que as pessoas à nossa volta se apercebam é difícil, muito difícil.
Eu estou melhor sem ele? Sem dúvidas que sim, depois de saber que ele não é quem eu pensava ser.
Mas o eu actual é mais feliz que aquele eu, que vivia um falso mundo de sonho? Não, não é. O outro eu tinha a vida toda já traçada, bem definida, controlada.
Eu gostava dessa estabilidade. Talvez por isso não vi todos os sinais, talvez por isso acreditei sempre que ele era perfeito.
E agora que a capa caiu, que o vejo sem o filtro do amor, que desilusão.
Mas se tenho a certeza que estou melhor sem ele, porque me dói que não tenha corrido bem? Porque sinto como se tivesse perdido algo importante? Pelos anos que perdi, que podia estar a construir algo sólido com outra pessoa? Ou o medo do desconhecido? O medo de nunca mais encontrar alguém? Ou o medo de nunca mais querer alguém?
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